Meu filho tem Autismo

Dedico ao meu filho, Johannes Heinrich, que
tem sido um verdadeiro presente de
Deus para mim, permitindo-me
crescer a cada dia, na busca pelo
decifrar do “enigma autismo

 

Sintomas - Diagnóstico - Cura

Sintomas

Se for preciso apontar um sintoma essencial, básico e primário para o Autismo Infantil, esse sintoma seria o severo déficit cognitivo, a mais importante desvantagem dessas crianças em relação às outras. Mesmo as profundas alterações no inter-relacionamento social, típicas do autismo, seriam secundárias ao déficit cognitivo básico. A prevalência sintomatológica começa a ser dada aos déficits cognitivos, em relação ao social. E existe a hipótese do autismo constituir-se num específico prejuízo do mecanismo cognitivo de representação da realidade.

Também é universalmente reconhecida a grande dificuldade que os autistas têm em relação à expressão das emoções. Faria parte dessa anormalidade específica uma incapacidade de reconhecer a emoção no rosto dos outros, uma falha constitucional envolvendo os afetos, uma ausência de coordenação sensório - afetivo e déficits afetivos comprometendo as habilidades cognitivas e de linguagem.

A incapacidade inata para o relacionamento pessoal no Transtorno Autista é reconhecido como um dos sintomas principais desde a observação inicial de Kanner. Segundo ele "podemos supor que estas crianças vieram ao mundo com a incapacidade inata de constituir biologicamente o contato afetivo habitual com as pessoas, assim como outras crianças vêm ao mundo com deficiências físicas ou intelectuais inatas".

Diagnóstico

Para um diagnóstico médico preciso do Transtorno Autista, a criança deve ser muito bem examinada, tanto fisicamente quanto psico-neurologicamente. A avaliação deve incluir entrevistas com os pais e outros parentes interessados, observação e exame psico-mental e, algumas vezes, de exames complementares para doenças genéticas e ou hereditárias.

Hoje em dia pode-se proceder alguns estudos bioquímicos, genéticos e cromossômicos, eletroencefalográficos, de imagens cerebrais anatômicas e funcionais e outros que se fizerem necessários para o esclarecimento do quadro. Não obstante, o diagnóstico do Autismo continua sendo predominantemente clínico e, portanto, não poderá ser feito puramente com base em testes e/ou algumas escalas de avaliação.

Segundo o DSM.IV, os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, onde se inclui o Autismo Infantil, se caracterizam por prejuízo severo e invasivo em diversas áreas do desenvolvimento, tais como: nas habilidades da interação social, nas habilidades de comunicação, nos comportamentos, nos interesses e atividades. Os prejuízos qualitativos que definem essas condições representam um desvio acentuado em relação ao nível de desenvolvimento ou idade mental do indivíduo. Esta seção do DSM.IV inclui o Transtorno Autista, Transtorno de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância e o Transtorno de Asperger.

De maneira mais ou menos comum, esses Transtornos se manifestam nos primeiros anos de vida e, freqüentemente, estão associados com algum grau de Retardo Mental. Os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento são observados, por vezes, juntamente com um grupo de várias outras condições médicas gerais, como por exemplo, com outras anormalidades cromossômicas, com infecções congênitas e com anormalidades estruturais do sistema nervoso central.

Porem, independentemente de critérios  de diagnósticos, é certo que a síndrome atinge principalmente crianças do sexo masculinos. As taxas para o transtorno são quatro a cinco vezes superiores para o sexo masculino, entretanto, as crianças para o sexo feminino com esse transtorno estão mais propensas a apresentar um Retardo Mental mais severo que os meninos.

Site:  br.geocities.com/Jorge_anp/autismo.htm 

CURA

Profissionais do Serviço de Neurologia do Instituto Fernandes Figueira, uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz, pretendem mudar a forma de diagnosticar o autismo, que atualmente é feito a partir da observação clínica de comportamento. O objetivo é desenvolver uma forma de detectar precocemente a doença.

Para isso, entre 2002 e 2003, eles acompanharam 13 crianças autistas e 16 normais, do sexo masculino, entre 6 e 14 anos. Elas foram submetidas à estimulação luminosa rítmica, enquanto as respostas eram captadas por eletrodos aplicados em suas cabeças. 

As respostas observadas e analisadas nas populações neuronais, oscilando nas freqüências dos estímulos aplicados, nos permitiram encontrar anormalidades que não poderiam ser vistas através do eletro-encefalograma de rotina - explica o neuropediatra Adailton Pontes.
De acordo com os pesquisadores, foi identificada, num resultado preliminar, uma menor reatividade do hemisfério cerebral direito, que estaria relacionado com as habilidades sócio-emocionais. Ainda assim, é preciso ter o resultado definitivo do estudo, que deverá ser feito com um número maior de crianças de ambos os sexos. O estudo será concluído em 2010.

O autismo é um transtorno invasivo de desenvolvimento que compromete a comunicação verbal e a comunicação não verbal, dificultando a integração social da pessoa. O tratamento do autismo não é feito com remédios e sim com reabilitação multidisciplinar, com fonoaudiólogo, psicólogo e terapeuta ocupacional. 

Infelizmente não existe cura para o autismo, mas a reabilitação antes dos três anos de idade pode melhorar consideravelmente o prognóstico - completa.